Quando os meus olhos ficam tristes,
e o rosto me fica salgado
ou ao contrário,
Sei exatamente o que penso:
Que não conto a idade,
para não contar
há quantos anos não te vejo.
Porque a última vez que estive contigo,
sei que idade tinha,
era um número redondo!
Quando encontro na rede
um dos motivos
por que me orgulho de ti,
não usas o meu nome,
porque não queres nada que te ligue,
a ninguém,
E eu sou todos e todos são eu.
Gostava que alguém te contasse,
que relato sempre com orgulho,
e muitas vezes,
que o meu primeiro filho, levei-o para o trabalho,
todos os dias
no seu primeiro ano.
Que o que és,
de mau mas também de bom,
está lá atrás, quando te sentava ao colo,
e mexias num teclado,
muito, talvez demasiado
cedo.
Não há nada no mundo
de que tenha temor,
exceto algo:
partir, sem repor o contador
do tempo,
de há quanto tempo não te vejo,
para quanto tempo poderei estar contigo.