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sexta-feira, 30 de julho de 2021




Quando os meus olhos ficam tristes,

e o rosto me fica salgado

ou ao contrário,

Sei exatamente o que penso:

Que não conto a idade,

para não contar

há quantos anos não te vejo.

Porque a última vez que estive contigo,

sei que idade tinha,

era um número redondo!

Quando encontro na rede

um dos motivos

por que me orgulho de ti,

não usas o meu nome,

porque não queres nada que te ligue,

a ninguém,

E eu sou todos e todos são eu.

Gostava que alguém te contasse,

que relato sempre com orgulho,

e muitas vezes,

que o meu primeiro filho, levei-o para o trabalho,

todos os dias

no seu primeiro ano.

Que o que és,

de mau mas também de bom,

está lá atrás, quando te sentava ao colo,

e mexias num teclado,

muito, talvez demasiado

cedo.

Não há nada no mundo

de que tenha temor,

exceto algo:

partir, sem repor o contador

do tempo,

de há quanto tempo não te vejo,

para quanto tempo poderei estar contigo.


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