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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Imortais

Imortais (Mafalda Veiga)

Por mais que a vida nos agarre assim
Nos troque planos sem sequer pedir
Sem perguntar a que é que tem direito
Sem lhe importar o que nos faz sentir

Eu sei que ainda somos imortais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se o meu caminho for para onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes
É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu te sei dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer
Por mais que a vida nos agarre assim
Nos dê em troca do que nos roubou
Às vezes fogo e mar, loucura e chão
Ás vezes só a cinza do que sobrou
Eu sei que ainda somos muito mais
Se nos olhamos tão fundo de frente
Se a minha vida for por onde vais
A encher de luz os meus lugares ausentes
É que eu quero-te tanto
Não saberia não te ter
É que eu quero-te tanto
É sempre mais do que eu sei te dizer
Mil vezes mais do que eu te sei dizer

domingo, 28 de setembro de 2014

O Tempo numa garrafa

...A minha tradução...

Se eu pudesse guardar o tempo numa garrafa
A primeira coisa que gostaria de fazer
Era salvar todos os dias até ao passar da eternidade
Apenas para os passar contigo

Se pudesse fazer os dias durarem para sempre
Se as palavras pudessem tornar os desejos realidade
Guardaria cada dia como um tesouro e depois
Outra vez, eu os passaria contigo

Mas parece nunca haver tempo suficiente
Para fazer as coisas que quereríamos, mas quando o encontramos
Eu olho em redor o suficiente para saber
Que tu és aquela com quem gostaria de passar o tempo

Se tivesse uma caixa só para os desejos
E os sonhos que nunca se tornam realidade
A caixa estaria vazia, excepto para a memória de como
tu és a resposta para ambos.

sábado, 27 de setembro de 2014

Love Me Like A River Does

Love me like a river does
Cross the sea
Love me like a river does
Endlessly
Love me like a river does
Baby don't rush you're no waterfall
Love me that is all
Love me like a roaring sea
Swirls about
Love me like a roaring sea
Wash me out
Love me like a roaring sea
Baby don't rush you're no waterfall
Love me that is all
Love me like the earth itself
Spins around
Love me like the earth itself
Sky above below the ground
Love me like the earth itself
Baby don't rush you're no waterfall
Love me that is all

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

As minhas mãos

Há coisas que não posso escrever nem descrever, porque estão gravadas cá dentro e as palavras são difíceis de encontrar, ou são só nossas. Por isso deixo aqui, neste canto escondido do mundo, só algumas.
Lembro-me das minhas mãos correrem a tua pele devagar, sentindo-a tão fresca como o teu espírito. Mesmo assim sinto sempre que não te senti toda, que sobrou algum pedacinho que não toquei nem acariciei.
De resto, lembro-me de tudo, um tanto de-sincronizado, como um jovem faminto e inseguro.
Hei-de lembrar-me para sempre de todos os momentos que tiver partilhados no tempo contigo, seja onde for, como for, como sendo perfeitos, porque são feitos de ti e de mim.

sábado, 13 de setembro de 2014

Hoje o Dia

Hoje por estranho que pareça, o dia parece-me ter um pouco de lento. Porque espero que passe, para amanhã te ver. Para amanhã tocar as tuas mãos e beijar os teus lábios. Para amanhã sentir um pouco da tua pele quente nos meus dedos. Amo-te

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Não tenho mais dias

Não tenho mais dias
vazios ou azedos
porque tu estás
neles todos
sempre.
E assim desdobro
o universo
em momentos
de prazer.
E assim recobro
dos anos de escuridão
onde não sabia
que fazer.
Quando penso em Mulher
penso em ti
e vice versa
dois equivalentes
permanentes.
E o que sinto
não tem medida
e só um nome apenas,
palavra pequena
de muitos sentidos
sendo que para ti
é o maior deles.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

O Teu Riso

Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas
não me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a flor de espiga que desfias,
a água que de súbito
jorra na tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
por vezes com os olhos
cansados de terem visto
a terra que não muda,
mas quando o teu riso entra
sobe ao céu à minha procura
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, na hora
mais obscura desfia
o teu riso, e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

Perto do mar no outono,
o teu riso deve erguer
a sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero o teu riso como
a flor que eu esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
curvas da ilha,
ri-te deste rapaz
desajeitado que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando os meus passos se forem,
quando os meus passos voltarem,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas o teu riso nunca
porque sem ele morreria.

Pablo Neruda, in "Poemas de Amor de Pablo Neruda"

domingo, 7 de setembro de 2014

Scorpions - tradução - when you came into my life - quando você entrou e...

Há muito tempo que procuro canções para te dizer o quanto te amo, à espera do que pensaria ser o momento certo para te o dizer. Esta é uma delas. Amo-te nas pequenas coisas e nas grandes, nos teus todos detalhes, em todo o teu espírito e corpo, de uma forma abrasadora como nunca senti antes. E tudo isso de uma forma madura, mesmo que
e por vezes incontrolável e irracional. Não lhe procuro o porquê, limito-me a sentir e a ser feliz.



quinta-feira, 4 de setembro de 2014