Há coisas que não posso escrever nem descrever, porque estão gravadas cá dentro e as palavras são difíceis de encontrar, ou são só nossas. Por isso deixo aqui, neste canto escondido do mundo, só algumas.
Lembro-me das minhas mãos correrem a tua pele devagar, sentindo-a tão fresca como o teu espírito. Mesmo assim sinto sempre que não te senti toda, que sobrou algum pedacinho que não toquei nem acariciei.
De resto, lembro-me de tudo, um tanto de-sincronizado, como um jovem faminto e inseguro.
Hei-de lembrar-me para sempre de todos os momentos que tiver partilhados no tempo contigo, seja onde for, como for, como sendo perfeitos, porque são feitos de ti e de mim.
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