Quero que saibas
uma coisa.
Sabes como é:
se olho
a lua de cristal, o ramo vermelho
do lento outono à minha janela,
se toco
junto do lume
a impalpável cinza
ou o enrugado corpo da lenha,
tudo me leva para ti,
como se tudo o que existe,
aromas, luz, metais,
fosse pequenos barcos que navegam
até às tuas ilhas que me esperam. [...]
Pablo Neruda
Um novo Canto, após o abandono dos três blogues mais antigos. Um novo Canto para albergar os meus sons e as minhas palavras. Leve Pó das Estrelas ... Para descobrir algum dia.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Por Vezes
Por vezes paro no tempo para ver qual o rumo que segues a seguir, nesse teu rumo errático que não consigo prever.
Por vezes paro no tempo a pensar que sinto algo que tu não estás a sentir de momento e que por isso o que tenho vontade de fazer é diferente do que tens vontade de fazer.
Por vezes penso que tenho ainda muito que te aprender, que não posso esperar pelo teu agir mas antes que provocar uma reacção.
Por vezes pergunto-me quando chegará de novo o momento em que esqueces de tudo e te abandonas nos meus braços sem pensar em mais nada.
Por vezes fico à espera que esse momento surja breve e tenho medo de nunca surgir.
Por vezes paro no tempo a pensar que sinto algo que tu não estás a sentir de momento e que por isso o que tenho vontade de fazer é diferente do que tens vontade de fazer.
Por vezes penso que tenho ainda muito que te aprender, que não posso esperar pelo teu agir mas antes que provocar uma reacção.
Por vezes pergunto-me quando chegará de novo o momento em que esqueces de tudo e te abandonas nos meus braços sem pensar em mais nada.
Por vezes fico à espera que esse momento surja breve e tenho medo de nunca surgir.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Há dias
[21:24:11] Paulo Vieira: Há dias em que o tempo não me chega contigo, em que o meu peito e o meu coração queriam mais, talvez fraqueza minha, talvez desejo meu. Há dias de chuva em que só um abraço prolongado, uma qualquer meia hora bastava e o tempo não chega e o sol demora em descobrir. Deve ser normal o amor ser feito destas pequenas coisas que vão e vêm.
[21:28:15] Paulo Vieira: deste fogo que arde sem se ver
[21:28:40] Paulo Vieira: desta luz tremeluzente
[21:28:44] Paulo Vieira: sensível ao vento.
[21:28:15] Paulo Vieira: deste fogo que arde sem se ver
[21:28:40] Paulo Vieira: desta luz tremeluzente
[21:28:44] Paulo Vieira: sensível ao vento.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Gosto de pensar
Gosto de pensar
que para ti
estás melhor comigo
que sozinha.
Que sentes mais a minha falta
do que o silencio
da tua própria vida
que para ti
estás melhor comigo
que sozinha.
Que sentes mais a minha falta
do que o silencio
da tua própria vida
domingo, 25 de outubro de 2015
É nos momentos mais frios
É nos momentos mais frios
que o Sol por maldição
parece que se afasta.
É nos bosques mais sombrios
que a luz se perde
e a coragem se arrasta
e quando olhamos para cima
perdemos a noção
do presente e do futuro.
Quero deitar-me depressa
para que este dia
perca o seu significado
e passe a passado,
e surja outro amanhã,
se calhar igual
se calhar diferente,
com novos ventos
e novas tempestades,
novos sorrisos
e novas lágrimas.
Onde o desânimo se instala
arde também a esperança
e lutam ambos
como dois lobos
quem sabe o qual ganhará
- o que alimentarmos
diz o sábio.
Nem sei que pense
nem sei que sinta
só, na noite.
que o Sol por maldição
parece que se afasta.
É nos bosques mais sombrios
que a luz se perde
e a coragem se arrasta
e quando olhamos para cima
perdemos a noção
do presente e do futuro.
Quero deitar-me depressa
para que este dia
perca o seu significado
e passe a passado,
e surja outro amanhã,
se calhar igual
se calhar diferente,
com novos ventos
e novas tempestades,
novos sorrisos
e novas lágrimas.
Onde o desânimo se instala
arde também a esperança
e lutam ambos
como dois lobos
quem sabe o qual ganhará
- o que alimentarmos
diz o sábio.
Nem sei que pense
nem sei que sinta
só, na noite.
domingo, 9 de agosto de 2015
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