Parece que o próprio ar
se torna irrespirável
quando não penso em ti.
Parece que o próprio mar
se abre em vazio,
as árvores deixam de falar,
o vento desaparece,
a lua se esconde
e o Sol pára de brilhar.
Em contrário
quando contigo
ou com a lembrança de ti
a encher-me a alma
o mundo sorri
o vento sopra quente e suave
nas searas,
o sol alimenta as flores
e a lua é bem cheia
e redonda.
Um novo Canto, após o abandono dos três blogues mais antigos. Um novo Canto para albergar os meus sons e as minhas palavras. Leve Pó das Estrelas ... Para descobrir algum dia.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016
Por vezes parece-me
Por vezes parece-me que a minha vida é como uma floresta que com o tempo se torna cada vez mais densa dificultando cada vez mais a progressão.
Por vezes parece-me que a minha vida é como uma escada íngreme, cada vez com menos patamares onde descansar.
Por vezes parece-me que a minha vida é como um barco que naufraga no mar.
Por vezes parece-me que a minha vida perde no tempo a razão.
E os dias correm turbulentos
Direitos a um fim próximo
sem nexo.
Por vezes parece-me que a minha vida é como uma escada íngreme, cada vez com menos patamares onde descansar.
Por vezes parece-me que a minha vida é como um barco que naufraga no mar.
Por vezes parece-me que a minha vida perde no tempo a razão.
E os dias correm turbulentos
Direitos a um fim próximo
sem nexo.
Não parece muito
Não parece muito uma noite sem ti
Mas sinto que foi como um pôr do Sol
Que não vi
Quando os dias morrem rápido
Como as ondas junto ao mar
E eu sem ver
e eu sem escutar
Mas sinto que foi como um pôr do Sol
Que não vi
Quando os dias morrem rápido
Como as ondas junto ao mar
E eu sem ver
e eu sem escutar
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
O melhor do dia é a noite
Só para te lembrar
que o melhor dos meus dias
é o chegar da noite
e poder-te tocar.
Sentir a tua pele
por debaixo da minha mão
uma acariciando a outra.
Só para te lembrar
que o melhor dos dias
são as manhãs
que acordo
a teu lado.
E ver o teu corpo
renascer
por entre os lençóis.
Só para me lembrar
de ti, hoje,
bela e apetecível
no teu vestidinho
e meias pretas
cheia de aconchegos
arrebitados
que regalam o meu olhar.
que o melhor dos meus dias
é o chegar da noite
e poder-te tocar.
Sentir a tua pele
por debaixo da minha mão
uma acariciando a outra.
Só para te lembrar
que o melhor dos dias
são as manhãs
que acordo
a teu lado.
E ver o teu corpo
renascer
por entre os lençóis.
Só para me lembrar
de ti, hoje,
bela e apetecível
no teu vestidinho
e meias pretas
cheia de aconchegos
arrebitados
que regalam o meu olhar.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Quero que saibas uma coisa
Quero que saibas
uma coisa.
Sabes como é:
se olho
a lua de cristal, o ramo vermelho
do lento outono à minha janela,
se toco
junto do lume
a impalpável cinza
ou o enrugado corpo da lenha,
tudo me leva para ti,
como se tudo o que existe,
aromas, luz, metais,
fosse pequenos barcos que navegam
até às tuas ilhas que me esperam. [...]
Pablo Neruda
uma coisa.
Sabes como é:
se olho
a lua de cristal, o ramo vermelho
do lento outono à minha janela,
se toco
junto do lume
a impalpável cinza
ou o enrugado corpo da lenha,
tudo me leva para ti,
como se tudo o que existe,
aromas, luz, metais,
fosse pequenos barcos que navegam
até às tuas ilhas que me esperam. [...]
Pablo Neruda
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Por Vezes
Por vezes paro no tempo para ver qual o rumo que segues a seguir, nesse teu rumo errático que não consigo prever.
Por vezes paro no tempo a pensar que sinto algo que tu não estás a sentir de momento e que por isso o que tenho vontade de fazer é diferente do que tens vontade de fazer.
Por vezes penso que tenho ainda muito que te aprender, que não posso esperar pelo teu agir mas antes que provocar uma reacção.
Por vezes pergunto-me quando chegará de novo o momento em que esqueces de tudo e te abandonas nos meus braços sem pensar em mais nada.
Por vezes fico à espera que esse momento surja breve e tenho medo de nunca surgir.
Por vezes paro no tempo a pensar que sinto algo que tu não estás a sentir de momento e que por isso o que tenho vontade de fazer é diferente do que tens vontade de fazer.
Por vezes penso que tenho ainda muito que te aprender, que não posso esperar pelo teu agir mas antes que provocar uma reacção.
Por vezes pergunto-me quando chegará de novo o momento em que esqueces de tudo e te abandonas nos meus braços sem pensar em mais nada.
Por vezes fico à espera que esse momento surja breve e tenho medo de nunca surgir.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Há dias
[21:24:11] Paulo Vieira: Há dias em que o tempo não me chega contigo, em que o meu peito e o meu coração queriam mais, talvez fraqueza minha, talvez desejo meu. Há dias de chuva em que só um abraço prolongado, uma qualquer meia hora bastava e o tempo não chega e o sol demora em descobrir. Deve ser normal o amor ser feito destas pequenas coisas que vão e vêm.
[21:28:15] Paulo Vieira: deste fogo que arde sem se ver
[21:28:40] Paulo Vieira: desta luz tremeluzente
[21:28:44] Paulo Vieira: sensível ao vento.
[21:28:15] Paulo Vieira: deste fogo que arde sem se ver
[21:28:40] Paulo Vieira: desta luz tremeluzente
[21:28:44] Paulo Vieira: sensível ao vento.
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